Fomos.
Não há nada que nos segure mas resta o agradecimento que temos quando olhamos o tecto e sacudimos a poeira ao que dentro de nós já não tem conserto e damos graças a deus, enquanto recordamos um dos últimos carinhos de há muito tempo, quando como dois animais nos comíamos, traiçoeiros e sedentos, e sabíamos pôr a cama a fazer música e íamos ao frigorífico buscar comida e espreitar pela janela o ritmo sonolento da vizinhança,
mas agora sabemos que não há nada que nos segura mas resta o agradecimento que temos quando olhamos o tecto e.
Não há nada que nos segure mas resta o agradecimento que temos quando olhamos o tecto e sacudimos a poeira ao que dentro de nós já não tem conserto e damos graças a deus, enquanto recordamos um dos últimos carinhos de há muito tempo, quando como dois animais nos comíamos, traiçoeiros e sedentos, e sabíamos pôr a cama a fazer música e íamos ao frigorífico buscar comida e espreitar pela janela o ritmo sonolento da vizinhança,
mas agora sabemos que não há nada que nos segura mas resta o agradecimento que temos quando olhamos o tecto e.

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