Segunda-feira, Novembro 13, 2006

Sono de deslumbramento.

Naquela tarde em que me perdi dentro de uma folha de papel com tua letra e teu cheiro a rosas e teus olhos e lágrimas nela postos, sei que a aventura valeu a pena, mesmo que as velas acendessem aos poucos a pira do vinho que bebi, e nela o meu sonho não restasse senão corda e banco de forca, e assim nada mais que a madrugada agarrada em meus braços, fotografia a preto e branco, corpo sem lastro, dança sem par, força sem coragem, e eu a dizer-te, meu amor quero desaguar em ti o homem que nos resta.

1 Comments:

Blogger Xein said...

9às vezes, tudo o que resta é pouco... Mas vale sempre a pena!


Sente-te!

11:45  

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